(escrito originalmente a 20 de Março de 2008)
Há um qualquer gotejar a quebrar o silêncio...
Sempre aquele gotejar a quebrar o silêncio, de cada vez que o procuro.
Será estranho que ninguém o ouça, senão eu?
Há um qualquer gotejar que persiste através dos anos.
Às vezes, para meu alívio, encontro-o mais escasso e quase imperceptível. Mas noutras, deixa mesmo de ser gotejar, para se tornar jorro.
Dias de tormento, esses, sem silêncio e sem sono.
O desespero, esse tanto...
E ninguém ouve aquele jorro ou aquele gotejar ou aqueles gritos.
Porquê, se os trago sempre comigo...?
Ouço, sem silêncio, as gotas. Sinto, sem sossego, o escorrer.
Não. Não há quem ouça ou quem sinta ou quem estanque, se tudo vem de dentro de mim, fica dentro de mim e ecoa dentro de mim.
Abdico da dor, da raiva, da sombra, do sangue já velho, seco e podre. Eu quero voz, quero força. Dêem-me luz e sangue novo! Sangue que não goteje nem jorre nem seque sem que ninguém veja. Sangue que pulse vida!
sexta-feira, 28 de março de 2008
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1 comentário:
Meu anjo(?), como estás?
Gosto tanto de ti :D
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