«Tava tudo indo muito bem,
porque eu só falava ãh,
escutava ãh
e pensava ãh.
Tudo como manda o figurino,
as meninas e os meninos,
todo mundo repetindo ãh.
Parecia muita hipocrisia,
porque todo mundo repetia
e nem sabia o que era "ãh".
Tão fazendo a gente de robô,
só não sei quem programou.
Quando eu percebi eu disse: "oh-ou!"
Foi aí que todo mundo olhou pra mim,
só pra ver o que é que eu ia dizer.
Foi aquele olhar assim bem ãh,
de quem quer ouvir um "ãh",
só que aí em vez de "ãh"
eu disse "Bê"!
Depois dessa resposta
muita gente deu as costas,
e até quem me adorava
hoje fala que não gosta.
Eu até tentei compreender o "ãh",
mas quando eu falei do "Bê"
ninguém tentou me entender.
É porque pra eles é o "ãh",
tem que ser o "ãh",
pelo jeito vai ser ãh a vida toda.
Se você quiser saber,
depois do B
já vem o C,
e tem o D
e tem o E
e com o F eu digo
FO DA -SE!»
domingo, 18 de maio de 2008
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