Falta-me alguma coisa.
E de cada vez que se abate essa certeza sobre mim, brutalmente sobre mim, eu leio, falo, vejo, rio, corro, grito, sem nunca conseguir dissipar esta angústia e este desespero de estar consciente.
"Fui sempre ridículo, mas nem sempre me senti ridículo. A vida foi sempre atroz, mas nem sempre a senti atroz. Quando me dei pelo que ela tem de atroz e de grotesco, de trágico e de grotesco, veio-me um vómito de tristeza. (...) Considerei-me abjecto. (...) Pior, pior... Olhei para mim, olhei para dentro de mim mesmo e ao mesmo tempo encarei a Vida. Com esta coisa prodigiosa que é a Vida, feita para a desgraça, para a dor, para o sonho - e que dura um minuto, um só minuto - e encontrei-me sórdido (...).
Não posso viver com isto, frenético e doirado (...). Não, não posso com este esplendor e esta abjecção, este ridículo e este desespero (...)."
E (também) daí vem o meu cansaço.
E de cada vez que se abate essa certeza sobre mim, brutalmente sobre mim, eu leio, falo, vejo, rio, corro, grito, sem nunca conseguir dissipar esta angústia e este desespero de estar consciente.
"Fui sempre ridículo, mas nem sempre me senti ridículo. A vida foi sempre atroz, mas nem sempre a senti atroz. Quando me dei pelo que ela tem de atroz e de grotesco, de trágico e de grotesco, veio-me um vómito de tristeza. (...) Considerei-me abjecto. (...) Pior, pior... Olhei para mim, olhei para dentro de mim mesmo e ao mesmo tempo encarei a Vida. Com esta coisa prodigiosa que é a Vida, feita para a desgraça, para a dor, para o sonho - e que dura um minuto, um só minuto - e encontrei-me sórdido (...).
Não posso viver com isto, frenético e doirado (...). Não, não posso com este esplendor e esta abjecção, este ridículo e este desespero (...)."
E (também) daí vem o meu cansaço.
1 comentário:
Pessoas que na sua própria loucura são bem mais lúcidas que nós.
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