terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Illumination - Gogol Bordello
or a second, do not believe, my friend.
When you are down, they are no coming
With a helping hand.
Be them new Romans,
Don't envy them, my friend.
Be their lives longer.
Their longer lives are spent
Without a love or faithful friend.
Illuminating realization number one:
you are the only light there is
for yourself, my friend.
There'll be no saviors coming down
And anyway illuminations
Never come from the crowned."
domingo, 28 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Chego às janelas
Dos palácios arruinados
E cismo de dentro para fora
para me consolar do presente.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...
Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.
Por isso, não te importes com o que penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também.
(A.C.)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
"pour épater le bourgeois"
Discover Gogol Bordello!
Your country raised you,
Your country fed you,
And just like any other country
It will break you.
On front lines send you
Tax the hell out of you
And just like any other country
It will lock you up you.
But unfortunatelly there'll be no judgement day
It would be kind of fun to see
What they would have to say
When the god they preached
Would actually be there
And all who didn't like The Stooges
Would go to fucking hell.
Your country raised you,
Your country fed you,
And just like any other country
It will break you.
On front lines send you
Tax the hell out of you
And just like any other country
It will fuck you up you.
But even all the garbage
They pour over our eyes
Does not prevent us from living
Most magical of lifes.
What are all these countries
How did they appear?
Who cut up the cake?
Who brought up all this gear?
Did it have to do anything
With its people's will?
I don't know, I don't know,
I don't know my dear...
Now it's six in the morning,
I'm down in New Orleans,
Sister paintings on your wall
They wiil speak to me
And up later on we resume salutations
To the rest of local Tribal Connections.
Now think about that, sweet baby girl.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ana Catarina Ribeiralves
Parabéns!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Discover Muse!
"Change everything you are
And everything you were.
Your number has been called.
Fights and battles have begun,
Revenge will surely come.
Your hard times are ahead.
Best, you've got to be the best,
You've got to change the world
And use this chance to be heard.
Your time is now.
Don’t let yourself down,
And don’t let yourself go,
Your last chance has arrived.
Best, you've got to be the best,
You've got to change the world
And use this chance to be heard.
Your time is now."
domingo, 26 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Excerto d' "O Desacordo" (Ortográfico)
Por um lado, atente-se na disparidade dos critérios adoptados:
Enquanto o "h" inicial, que não se pronuncia, se mantém por força da etimologia, o "c" elimina-se quando é mudo em certas palavras, apesar de, nelas, decorrer igualmente da etimologia, de nem sempre ser líquido que não seja semi-pronunciado, e de se conservar, noutras palavras, quando é proferido nas pronúncias cultas da língua.
(...)
Por outro lado, basta pensar nas facultatividades ou grafias alternativas consagradas para toda uma série de casos. Vê-se logo que não asseguram unidade nenhuma, antes a comprometem:
Por exemplo, aquele mesmo "c" conserva-se ou elimina-se facultativamente quando oscila entre a prolação e o emudecimento(...).
A consequência deste tipo de facultatividade é a de não ser a norma, mas sim a maneira de pronunciar de cada um que determina a grafia. Fica tudo à vontade do freguês… o que é uma excelsa maneira de assegurar "a unidade essencial da língua".
A fermosa unidade é ainda assegurada noutros passos extraordinários. Não resisto a transcrever este: "Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respetivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue".
Ante esta unidade essencial assim… “preservada”, eu, que me prezo de ter algum currículo, só posso dizer, quanto àquele luminoso emparelhamento “fémea/fêmea”, que nunca avistei uma "fémea" nem por cá, nem por outras paragens.
No tocante aos países que mais dependem da cooperação portuguesa, vai ser bonito…
No que a nós diz respeito, o acordo não é só uma enormidade cultural. É uma irresponsabilidade política, social, económica e geo-estratégica! É para isso que estamos na CPLP? E quem é que manda? O Ministro dos Negócios Estrangeiros que anda a anunciar a rápida entrada em vigor? A Ministra da Educação que não falou do assunto? A da Cultura que ao menos teve a sensatez de pedir uma moratória de dez anos?
Só mais um exemplo: se os negociadores destas trapalhadas quiserem escrever no perfeito do indicativo “andamos a fazer uma triste figura”, mas não puserem acento agudo na forma verbal por ele ser facultativo, poderá ler-se a frase no presente e foge-lhes a grafia para a verdade…
21.11.2007
(Vasco Graça Moura, in «Diário de Notícias»)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Atemporal

Senhores da política:
Oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua oiçam o que se diz na rua senão qualquer dia estão no olho da rua a ouvir o que se disse na rua
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Tabacaria
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
(...)
(Á.C.)
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
O espaço improvável
segunda-feira, 16 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
"Para quê fazer a multiplicação dos pães, se as bifanas já tinham ido pelo abismo abaixo?"

quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Lonely Carousel

"It´s a look,
This game we play.
We can´t escape,
We have to attend.
It's life, you see?
When I have tried to amuse myself
To celebrate the funfair,
The pleasures I seek are far too discreet for me.
And all the time the world unwinds.
I can´t deny the way I feel.
The truth is lost
Beyond this lonely carousel.
And all these words, they mean nothing at all.
Just a cruel remedy,
a strange tragedy
Of what will be
After I try to discover the answers to why
To look for a meaning
Inside of this dreaming I have.
And words that I´ve said, they spin around
Waltzing alone inside my head.
Nothing will change.
It's always the same.
Please, make it stop.
And all the time the world unwinds.
I can´t deny the way I feel.
The truth is lost
Beyond this lonely carousel."
terça-feira, 10 de junho de 2008
Confesso
E de cada vez que se abate essa certeza sobre mim, brutalmente sobre mim, eu leio, falo, vejo, rio, corro, grito, sem nunca conseguir dissipar esta angústia e este desespero de estar consciente.
"Fui sempre ridículo, mas nem sempre me senti ridículo. A vida foi sempre atroz, mas nem sempre a senti atroz. Quando me dei pelo que ela tem de atroz e de grotesco, de trágico e de grotesco, veio-me um vómito de tristeza. (...) Considerei-me abjecto. (...) Pior, pior... Olhei para mim, olhei para dentro de mim mesmo e ao mesmo tempo encarei a Vida. Com esta coisa prodigiosa que é a Vida, feita para a desgraça, para a dor, para o sonho - e que dura um minuto, um só minuto - e encontrei-me sórdido (...).
Não posso viver com isto, frenético e doirado (...). Não, não posso com este esplendor e esta abjecção, este ridículo e este desespero (...)."
E (também) daí vem o meu cansaço.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço porquê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta -
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!..."
(Álvaro de Campos)
domingo, 8 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço..."
(Álvaro de Campos)
domingo, 18 de maio de 2008
Sobre um passado recente:
porque eu só falava ãh,
escutava ãh
e pensava ãh.
Tudo como manda o figurino,
as meninas e os meninos,
todo mundo repetindo ãh.
Parecia muita hipocrisia,
porque todo mundo repetia
e nem sabia o que era "ãh".
Tão fazendo a gente de robô,
só não sei quem programou.
Quando eu percebi eu disse: "oh-ou!"
Foi aí que todo mundo olhou pra mim,
só pra ver o que é que eu ia dizer.
Foi aquele olhar assim bem ãh,
de quem quer ouvir um "ãh",
só que aí em vez de "ãh"
eu disse "Bê"!
Depois dessa resposta
muita gente deu as costas,
e até quem me adorava
hoje fala que não gosta.
Eu até tentei compreender o "ãh",
mas quando eu falei do "Bê"
ninguém tentou me entender.
É porque pra eles é o "ãh",
tem que ser o "ãh",
pelo jeito vai ser ãh a vida toda.
Se você quiser saber,
depois do B
já vem o C,
e tem o D
e tem o E
e com o F eu digo
FO DA -SE!»
domingo, 4 de maio de 2008
Inadaptação
é alto o meu pedestal
(imerecido talvez)
mas que pretensões balofas as vossas
de aparecer aos outros
e não a vós próprios
olho-vos
analiso-vos mecanicamente
o comportamento afectado
e não consigo
não posso controlar
inquietante e revolto
o nojo.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
As pessoas sensíveis - poema / convite à reflexão
De matar galinhas,
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
“Ganharás o pão com o suor do teu rosto”
Assim nos foi imposto
E não:
“Com o suor dos outros ganharás o pão.”
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheiros de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, 27 de abril de 2008
O 27 de Abril um ano depois.
Mas passou assim tanto tempo?
Um ano... O primeiro. Sim, passou algum tempo. No entanto, esse único ano parece-me demasiado pequeno, sabe a pouco, quando trago em mim a sede de mais... A certeza de mais.
Amo-te demais.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Pásion
abrázame esta noche
y aunque no tengas ganas,
prefiero que me mientas.
Tristes, breves nuestras vidas.
Acércate a mí,
abrázame a ti, por Dios.
Entrégate a mis brazos."
domingo, 20 de abril de 2008
"Um dia, ela pediu-lhe que fizesse o seu busto. Ele fez uma estátua. Modelou-a numa bacante ébria de luxúria e vinho, contorcida num espasmo delirante. Concluída a obra, quebrou-a: «Não conseguira - disse - reproduzir em mármore o mármore do seu corpo... »
(in Loucura, de Mário de Sá-Carneiro)
Tentei escrever-te, mas o texto não era digno de ti.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Visita a Lisboa, 2-4-2008
sábado, 12 de abril de 2008
"Look through a faithless eye. Are you afraid to die?"

terça-feira, 8 de abril de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Desencanto
Há um qualquer gotejar a quebrar o silêncio...
Sempre aquele gotejar a quebrar o silêncio, de cada vez que o procuro.
Será estranho que ninguém o ouça, senão eu?
Há um qualquer gotejar que persiste através dos anos.
Às vezes, para meu alívio, encontro-o mais escasso e quase imperceptível. Mas noutras, deixa mesmo de ser gotejar, para se tornar jorro.
Dias de tormento, esses, sem silêncio e sem sono.
O desespero, esse tanto...
E ninguém ouve aquele jorro ou aquele gotejar ou aqueles gritos.
Porquê, se os trago sempre comigo...?
Ouço, sem silêncio, as gotas. Sinto, sem sossego, o escorrer.
Não. Não há quem ouça ou quem sinta ou quem estanque, se tudo vem de dentro de mim, fica dentro de mim e ecoa dentro de mim.
Abdico da dor, da raiva, da sombra, do sangue já velho, seco e podre. Eu quero voz, quero força. Dêem-me luz e sangue novo! Sangue que não goteje nem jorre nem seque sem que ninguém veja. Sangue que pulse vida!
quinta-feira, 27 de março de 2008
5 sentidos a 27 de março
provo-te a boca
cheiro-te o suor
ouço-te o gemer
o que eu vejo, é Amor.

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