As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas,
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
“Ganharás o pão com o suor do teu rosto”
Assim nos foi imposto
E não:
“Com o suor dos outros ganharás o pão.”
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheiros de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 28 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
O 27 de Abril um ano depois.
Perco-me a lembrar-nos: as recordações enlevam-me, enternecem-me.
Mas passou assim tanto tempo?
Um ano... O primeiro. Sim, passou algum tempo. No entanto, esse único ano parece-me demasiado pequeno, sabe a pouco, quando trago em mim a sede de mais... A certeza de mais.
Amo-te demais.
Mas passou assim tanto tempo?
Um ano... O primeiro. Sim, passou algum tempo. No entanto, esse único ano parece-me demasiado pequeno, sabe a pouco, quando trago em mim a sede de mais... A certeza de mais.
Amo-te demais.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Pásion
abrázame esta noche
y aunque no tengas ganas,
prefiero que me mientas.
Tristes, breves nuestras vidas.
Acércate a mí,
abrázame a ti, por Dios.
Entrégate a mis brazos."
domingo, 20 de abril de 2008
(Raul era escultor e amava Marcela)
"Um dia, ela pediu-lhe que fizesse o seu busto. Ele fez uma estátua. Modelou-a numa bacante ébria de luxúria e vinho, contorcida num espasmo delirante. Concluída a obra, quebrou-a: «Não conseguira - disse - reproduzir em mármore o mármore do seu corpo... »
(in Loucura, de Mário de Sá-Carneiro)
Tentei escrever-te, mas o texto não era digno de ti.
"Um dia, ela pediu-lhe que fizesse o seu busto. Ele fez uma estátua. Modelou-a numa bacante ébria de luxúria e vinho, contorcida num espasmo delirante. Concluída a obra, quebrou-a: «Não conseguira - disse - reproduzir em mármore o mármore do seu corpo... »
(in Loucura, de Mário de Sá-Carneiro)
Tentei escrever-te, mas o texto não era digno de ti.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Visita a Lisboa, 2-4-2008
sábado, 12 de abril de 2008
"Look through a faithless eye. Are you afraid to die?"

"Take,
Take all you need
And I'll compensate your greed
With broken hearts.
.
Sell,
And I'll sell your memories
For fifteen pounds per year,
But you can keep the bad days.
.
Sane, it'll make you insane
And I'm bending the truth.
You're to blame
For all the life that I'm losing.
.
Bury it,
I won't let you bury it.
I won't let you smother it.
I won't let you murder it.
.
Our time is running out.
You can't push it underground,
You can't stop it screaming out..
How did it come to this?
.
Oh, you will suck the life out of me."
terça-feira, 8 de abril de 2008
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